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Aladdin – Crítica

O Aladdin lançado em 1992, sem dúvida é um dos maiores, senão o maior clássico da Disney de todos os tempos. Adaptar um obra tão aclamada não é uma coisa muito fácil, mas a Disney se saiu super bem no trabalho de trazer uma versão mais realística do clássico pra as telonas. Mas apesar de ser um filme muito bom ele peca em alguns detalhes importantíssimos, que falaremos ao longo do texto.

Vamos começar falando do “fator nostalgia”, esse é um ponto que a Disney realmente sabe explorar de forma magnífica. Já com alguns clássicos relançados em live action, como: Mogli: O Menino-Lobo (2016), A Bela e a Fera (2017) e Dumbo (2019) que simplesmente repetiram o material original trazendo para uma estética mais realista, com Aladdin ela fez diferente. A Disney deu um passo a mais com o novo filme, ela conseguiu encaixar tudo que era primoroso no original, principalmente as músicas, e ainda inserir elementos novos que dão um certo ar de novidade ao longa.

A história permanece em sua essência a mesma: Aladdin (Mena Massoud), um menino órfão que vive nas ruas de Agrabah, é enganado por Jafar (Marwan Kenzari) e incumbido de buscar a lâmpada mágica, onde vive o Gênio (Will Smith), capaz de realizar três desejos a seu mestre. Aladdin que ao longo da história se apaixona pela princesa Jasmine (Naomi Scott) e tem que salvar a cidade do vilão Jafar.

Porém apesar da trama se manter parecida com o original ela recebe muitas atualizações e aprofundamentos, principalmente na construção de Jasmine, que originalmente já era a personagem feminina mais forte em relação as princesas da época. Mas agora isso foi levando a um novo patamar, Naomi Scott, deu vida a uma princesa mais empoderada e buscando seu lugar no governo de Agrabah, capaz de qualquer sacrifício para o bem de seu povo. Vale destacar também a música exclusiva que a personagem recebeu, chamada “Speechless”, que se destacada em relação as clássicas por ter um tom diferente, um pouco mais pop, mas que contribui para rejuvenescer o material original.

Mas o maior destaque, como já esperado, foi o Gênio (Will Smith). O ator assumiu uma das tarefas mais difíceis que foi interpretar um personagem anteriormente vivido pelo icônico Robin Williams, no original de 1992. E nessa tarefa Smith se saiu melhor que o esperado, fez sua própria versão do Gênio, que ficou incrível. Graças não só ao carisma do ator, mas também ao seu talento como cantor. Inclusive as novas versões de Arabian Nights, Friend Like Me e Prince Ali são de arrepiar de tão incríveis que ficaram. E tudo isso conseguindo respeitar as características do personagem original.

Apesar de todos os acertos, o longa falhou em pontos cruciais. O primeiro deles foi na interpretação de Mena Massoud, que infelizmente não convence como Aladdin, em nenhum momento ele consegue passar o ar “sagaz” e malandro do personagem e as cenas românticas com a princesa são sofríveis, sem química alguma.

E do outro lado da moeda está o vilão Jafar, que sofre do mesmo problema. Originalmente o vilão era um personagem frio e maléfico, com uma voz pesada e obscura capaz de causar pesadelos até em adultos. Já no longa ele é interpretado por Marwan Kenzari como um vilão birrento e com sérios problemas de auto-estima, digno de pena, que em nenhum momento traz uma sensação ao espectador de uma ameaça real. Outro fator que contribuiu para um fracasso total por parte dos vilões, foi a decisão de transformar o papagaio Iago em um animal normal. Originalmente o papagaio era um dos maiores alívios cômicos da obra. Com seu humor ácido, ao mesmo tempo que ele divertia o público, servia de contra ponto a toda a obscuridade de Jafar.

Para concluir, mesmo com alguns pequenos deslizes, o filme é muito bom. Ele entrega tudo que os fãs amam e vão adorar revisitar. E ainda de quebra com algumas boas novidades que atualizam o filme original.

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